Mercado imobiliário em alta

24/Aug

Mercado de imóveis cresce no Brasil.

Oferta limitada e demanda aquecida na alta renda

Apesar do avanço que o segmento de baixo e alto padrão(luxo), demonstrou na pandemia, puxado pela procura por imóveis mais propícios ao home office, especialistas e empresários do setor destacam que são vários os fatores que colaboram para que o segmento continue crescendo mesmo em momentos de crise econômica.

O primeiro ponto, por exemplo, é a oferta mais limitada de imóveis que se enquadrem nessas categorias.

Apesar que os imóveis de luxo terem uma proposta mais “nichada”, o setor continua a “brilhar os olhos” das incorporadoras que, diante da alta inflação dos últimos anos e do aumento dos custos da construção, viram o segmento como uma saída para diminuir a pressão nas margens de lucro.

Esse cenário de crescimento também reflete o poder aquisitivo do público-alvo desse setor.

“Os imóveis de altíssimo padrão é o que está vendendo mais e isso acontece porque esse o cliente que busca esses empreendimentos é o menos impactado nas grandes mudanças”.

 

Compra ou aluguel?

Ainda de acordo com especialistas, a maior parte do público de alta renda que busca por empreendimentos desse tipo quer comprar o imóvel.

"É um público muito exigente, não apenas com a localização, mas também com o que o prédio oferece e qual o arquiteto que está por trás do empreendimento.

Outro fator que tem impulsionado o setor imobiliário, é o surgimento de novos clientes nesse mercado.

Tradicionalmente, os clientes que buscam esse tipo de empreendimento são normalmente homens com cerca de 45 anos – a maioria com família formada e que busca esse imóvel como moradia, e não como investimento. Segundo especialistas, a maioria desses clientes, são empresários, altos executivos, profissionais autônomos ou executivos do mercado financeiro, além de um público mais jovem e diverso, vindo de startups.

No entanto, um novo perfil de clientes que surge desse setor. Segundo as pesquisas feitas através do mercado imobiliário, esse movimento acompanha o crescimento do ambiente digital no país.

“Feito por um público mais novo, e que também é formado por pessoas que vêm da internet. Vemos blogueiros, youtubers e tiktokes, que têm ganhado dinheiro no digital e que começam a consumir produtos começando com baixo padrão até chegar no alto padrão (luxo) cada vez maior”.

Há também uma procura crescente por empreendimentos que sejam feitos com uma preocupação com sustentabilidade, e que sejam cada vez mais completos.

“Vemos uma busca cada vez maior por imóveis que valorizem o entorno e tenham um contato mais direto com a natureza. Que tem Parcerias diretas com arquitetos renomados e que tenham um condomínio completo, muitas vezes até lançados junto a shoppings e hotéis, por exemplo, também são diferenciais”, exemplifica o economista.

sonho do imóvel próprio. (como sonhou).

Hoje existem varias formas de realizar o sonho tão esperado.

quarenta porcento

dos clientes estão comprando adquirindo o sonho do imóvel pronto, por terem a reserva necessária. 

vinte porcento negociam diretamente com uma construtora, usando o Sistema de Financiamento Habitacional (SFH) da Caixa ou o Programa Minha Casa, Minha Vida onde se encaixa nos requisitos de renda. 

dez porcento 

usar o FGTS ou outros recursos financeiros para pagar parte do valor do imóvel. Hoje não é difícil se enquadrar em uma dessas opções, lembrando que é um sonho grande, que em alguns casos terá que abdicar de alguns gastos para concretiza-los.